Teodicéia
Por Rodrigo Alves
Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Tiago 4:7
Muitas teorias têm apontado que o mal no mundo é fruto da concorrência de dois deuses. De certa forma isso é verdade, pois existe um Deus Onipotente, Onisciente e Onipresente, contudo, existe um deus criado pra justificar as escolhas humanas, os erros. Por essas e outras que o mal não é criado por Deus mas, sim, a partir do homem e de suas escolhas. O mal é criado pelo afastamento de Deus.
Na criação, Adão era perfeito mas Deus deu a ele "a escolha", e foi a partir daí, que o homem caiu. Pois Adão poderia se manter firme na vontade de Deus mas, sua vontade o levou a se afastar de Deus, tendo, desta forma, dado vazão ao mal, corrompendo todo o bem que nele havia. Adão foi moralmente fraco e, espiritualmente incapaz. Esse tipo de atitude é facilmente percebida nos dias de hoje quando muitas vezes damos mais importância a “moral” do que ao evangelho. Palestras sobre a moral aristotélica não muda, muitas vezes, as nossas atitudes. Entramos em uma padaria, recebemos o troco a maior e, mesmo depois de todo conhecimento moral, não devolvemos o valor recebido a mais, agimos de acordo com o nossa vontade e, muitas vezes, pecamos. Escolhemos nesse momento o mal, ou o afastamento do bem. Quantas vezes ouvimos frases do tipo: “O mundo mudou”, ou “os tempos são outros”, “estamos no seculo XXI”. O homem escolhe o mal por conveniência de um mundo corrompido, "o mal significa apenas a ausência do bem" Tomás de Aquino.
Muitas vezes estudamos Kant, Aristóteles, Hume, etc, mas somos incapazes, muitas vezes, de por em pratica o que supostamente aprendemos. Essa é a grande diferença entre a ética/moral e o evangelho de Cristo. A ética/moral não arde no nosso peito, não nos constrange, apenas nos mostra determinado padrão socialmente aceitável. Mas Cristo arde no nosso peito, nos impulsiona a sermos diferentes, a transgredir determinados padrões em prol de uma verdade que nos faz verdadeiramente diferentes, que nos faz voltar até a padaria e devolver o valor que não nos era lícito. Desta forma optaríamos por fazer o bem, nos afastando do mal. Conforme Agostinho, “o mundo fora criado por Deus em uma condição de perfeição absoluta, entretanto, o homem, por fazer mal uso de sua liberdade, condenou a si mesmo e ao mundo à corrupção pelo mal”.
O bem e o mal estão inseridos na humanidade. O bem por Deus e o mal pelo afastamento de Deus. A Teodicéia entendida pelo filósofo e jurista alemão Gottfried Wilhelm Leibniz, por exemplo, retrata que o assunto da existência do mal, chamada Escritos de uma Teodiceia, apresenta uma visão de Deus, muito parecida com a visão moral (que viria a ser formulada por Kant, um século depois), conforme abaixo:
“As perfeições de Deus são aquelas de nossas almas, mas, Ele as possui em ilimitada medida; Ele é um Oceano, do qual apenas gotas nos são concedidas; há, em nós, algum poder, algum conhecimento, alguma bondade, mas, em Deus estão em sua inteireza. Ordem, proporções, harmonia nos encantam; (…) Deus é todo ordem; Ele sempre mantém a verdade das proporções, Ele torna a harmonia universal; toda beleza é uma efusão de Seus raios.”
Porque a terra se encherá do conhecimento da glória do SENHOR, como as águas cobrem o mar. Habacuque 2:14
Conforme assevera Calvino, o homem dispõe de conhecimento e vontade, logo a única norma que é genuína para agir bem e com propriedade, é acatar e esperar na vontade de Deus. Desta forma o bem e o mal são duas faces de uma mesma moeda visto que o bem vem do alto e o mal advém das escolhas ou mesmo da vontade humana que se sobrepõe a de Deus. Desta forma concluímos que o mesmo Deus que é amor (1 joão 4:8) ou seja, o bem, também é justiça, (Mateus 5:6), combate ao mal, pois um Deus que fosse apenas amor seria um Deus paternalista, refém da vontade humana e, se, contudo, esse Deus fosse apenas justiça, seria um Deus tirano. Mas somos sabedores de que nada pode acontecer sem a permissão de Deus (Isaías 43:13), A convivência do bem e do mal é necessária para a separação do joio e do trigo de forma que nos é dado por Deus o entendimento e a vontade, sendo, como bem pondera Calvino, “que é do âmbito do entendimento discernir entre o bem e o mal, e da vontade fazer sua escolha entre os dois”.
Teodicéia deriva do grego Théos = Deus + Diké = Justiça, que por aglutinação formaram o vocábulo “teodicéia”, cujo significado literal é “Justiça de Deus”, ou como foi utilizado pelo filósofo alemão Leibniz: “estudo da justificação de Deus frente à existência do mal”.
Que a vontade de Deus possa alcançar as nossas ações, para que mais do que uma informação, ou mesmo um padrão moral, possamos ter um coração transformado por Deus através de Cristo.
Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado. Tiago 4:17
GLÓRIA A DEUS.
Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Tiago 4:7
Muitas teorias têm apontado que o mal no mundo é fruto da concorrência de dois deuses. De certa forma isso é verdade, pois existe um Deus Onipotente, Onisciente e Onipresente, contudo, existe um deus criado pra justificar as escolhas humanas, os erros. Por essas e outras que o mal não é criado por Deus mas, sim, a partir do homem e de suas escolhas. O mal é criado pelo afastamento de Deus.
Na criação, Adão era perfeito mas Deus deu a ele "a escolha", e foi a partir daí, que o homem caiu. Pois Adão poderia se manter firme na vontade de Deus mas, sua vontade o levou a se afastar de Deus, tendo, desta forma, dado vazão ao mal, corrompendo todo o bem que nele havia. Adão foi moralmente fraco e, espiritualmente incapaz. Esse tipo de atitude é facilmente percebida nos dias de hoje quando muitas vezes damos mais importância a “moral” do que ao evangelho. Palestras sobre a moral aristotélica não muda, muitas vezes, as nossas atitudes. Entramos em uma padaria, recebemos o troco a maior e, mesmo depois de todo conhecimento moral, não devolvemos o valor recebido a mais, agimos de acordo com o nossa vontade e, muitas vezes, pecamos. Escolhemos nesse momento o mal, ou o afastamento do bem. Quantas vezes ouvimos frases do tipo: “O mundo mudou”, ou “os tempos são outros”, “estamos no seculo XXI”. O homem escolhe o mal por conveniência de um mundo corrompido, "o mal significa apenas a ausência do bem" Tomás de Aquino.
Muitas vezes estudamos Kant, Aristóteles, Hume, etc, mas somos incapazes, muitas vezes, de por em pratica o que supostamente aprendemos. Essa é a grande diferença entre a ética/moral e o evangelho de Cristo. A ética/moral não arde no nosso peito, não nos constrange, apenas nos mostra determinado padrão socialmente aceitável. Mas Cristo arde no nosso peito, nos impulsiona a sermos diferentes, a transgredir determinados padrões em prol de uma verdade que nos faz verdadeiramente diferentes, que nos faz voltar até a padaria e devolver o valor que não nos era lícito. Desta forma optaríamos por fazer o bem, nos afastando do mal. Conforme Agostinho, “o mundo fora criado por Deus em uma condição de perfeição absoluta, entretanto, o homem, por fazer mal uso de sua liberdade, condenou a si mesmo e ao mundo à corrupção pelo mal”.
O bem e o mal estão inseridos na humanidade. O bem por Deus e o mal pelo afastamento de Deus. A Teodicéia entendida pelo filósofo e jurista alemão Gottfried Wilhelm Leibniz, por exemplo, retrata que o assunto da existência do mal, chamada Escritos de uma Teodiceia, apresenta uma visão de Deus, muito parecida com a visão moral (que viria a ser formulada por Kant, um século depois), conforme abaixo:
“As perfeições de Deus são aquelas de nossas almas, mas, Ele as possui em ilimitada medida; Ele é um Oceano, do qual apenas gotas nos são concedidas; há, em nós, algum poder, algum conhecimento, alguma bondade, mas, em Deus estão em sua inteireza. Ordem, proporções, harmonia nos encantam; (…) Deus é todo ordem; Ele sempre mantém a verdade das proporções, Ele torna a harmonia universal; toda beleza é uma efusão de Seus raios.”
Porque a terra se encherá do conhecimento da glória do SENHOR, como as águas cobrem o mar. Habacuque 2:14
Conforme assevera Calvino, o homem dispõe de conhecimento e vontade, logo a única norma que é genuína para agir bem e com propriedade, é acatar e esperar na vontade de Deus. Desta forma o bem e o mal são duas faces de uma mesma moeda visto que o bem vem do alto e o mal advém das escolhas ou mesmo da vontade humana que se sobrepõe a de Deus. Desta forma concluímos que o mesmo Deus que é amor (1 joão 4:8) ou seja, o bem, também é justiça, (Mateus 5:6), combate ao mal, pois um Deus que fosse apenas amor seria um Deus paternalista, refém da vontade humana e, se, contudo, esse Deus fosse apenas justiça, seria um Deus tirano. Mas somos sabedores de que nada pode acontecer sem a permissão de Deus (Isaías 43:13), A convivência do bem e do mal é necessária para a separação do joio e do trigo de forma que nos é dado por Deus o entendimento e a vontade, sendo, como bem pondera Calvino, “que é do âmbito do entendimento discernir entre o bem e o mal, e da vontade fazer sua escolha entre os dois”.
Teodicéia deriva do grego Théos = Deus + Diké = Justiça, que por aglutinação formaram o vocábulo “teodicéia”, cujo significado literal é “Justiça de Deus”, ou como foi utilizado pelo filósofo alemão Leibniz: “estudo da justificação de Deus frente à existência do mal”.
Que a vontade de Deus possa alcançar as nossas ações, para que mais do que uma informação, ou mesmo um padrão moral, possamos ter um coração transformado por Deus através de Cristo.
Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado. Tiago 4:17
GLÓRIA A DEUS.

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